Sou o novo colunista do site De Olho Na Ilha, no qual assinarei a coluna "Mistérios em Floripa". Floripa será palco de uma história de ficção: uma grande aventura policial, com assassinato, detetive e enigma. Quer saber mais? Acesse, aqui
domingo, 15 de março de 2009
quarta-feira, 11 de março de 2009
A Cabana
Estou lendo “A Cabana”, de William P. Young. O livro impressiona, principalmente, a partir do terceiro capítulo, quando os fatos são mais contundentes e nos prendem feito garras animalescas. Quando terminar, comento.
domingo, 8 de março de 2009
Desintoxicação se faz preciso – e como!
Por Rodrigo Capella*
Esqueça, por um momento, todas as tradições indianas e tente não se influenciar com a novela “Caminho das Índias” (TV Globo). Esta coluna convida você a conhecer uma outra Índia – totalmente diferente daquela a que você está acostumado a ver. Por isso, uma desintoxicação se faz preciso – e como!
Tente também não prejulgar e não comparar os elementos que serão apresentados aqui – deixe isso por conta do autor da coluna. Mas, atenção: abra sua mente e deixa-a livre para assimilar e armazenar informações modernas, como as trazidas, por exemplo, no livro “Sua resposta vale um milhão”, o primeiro do indiano Vilkas Swarup.
Nesta bela obra, traduzida para 37 países antes mesmo da premiação no Oscar – melhor roteiro adaptado -, é narrada a história de um indiano pobre que se consagra ao responder perguntas de um programa televisivo. O diferencial do livro está justamente na condução da história de Swarup: o jovem indiano viaja por cidades e protagoniza momentos – bons e ruins -, que o ajudam e muito a responder as questões.
Já no filme “Quem não quer ser um milionário?”, baseado no livro sob a direção de Danny Boyle, a miséria e pobreza mostradas na obra impressa são acentuadas, com cenas que retratam o cotiano das pessoas que habitam favelas. A opção é justificada: o direto inglês sempre gostou de causar polêmicas e de aumentar algumas delas. É dele, por exemplo, o filme “Trainspotting” (1996), que narra a vida de um grupo viciado em heroína. Durante o lançamento do longa, Boyle foi acusado de promover o sua das drogas e foi recriminado por autoriadades, incluindo o então senador Bob Dole.
O fato é que as palavras e atitudes adversárias não abalaram Boyle. Em “Quem não quer ser um milionário?”, alguns outros aspectos são destacados, como a violência. Ganha mais importância, por exemplo, o fato de adultos maltratarem algumas crianças, feriando-as, já que as deficientes tinham mais chance de obter esmola nas ruas. O personagem principal – o jovem indiano – poderia ter este fim, mas foi salvo a tempo pelo irmão.
Ao optar por uma abordagem como esta, Boyle faz de “Quem não quer ser um milionário?” um filme sobre destino, destacando que o jovem estava predestinado ao sucesso, enquanto o livro de Swarup foca em sorte e consequência, ou seja, o fato do protagonista saber as respostas foi um mero acaso. Afinal, o rapaz não é culto e só armazenou o conhecimento necessário para triunfar porque vivenciou cada uma das respostas.
Há outros elementos que também estão em choque: na obra impressa, por exemplo, trechos da guerra entre Índia e Palestina são mostrados com uma certa riqueza. Já no filme, eles simplesmente não aparecem. Abordagem diferenciada ou falta de dinheiro para narrar este aspecto no filme? Difícil de se dizer, mas de Boyle pode-se esperar tudo. Nada do que ele faz é inconsciente ou prematuro, tudo tem um porque e merece ser respeitado.
Afinal, Boyle dirigu nada menos do que “Sunshine” (2007), longa que prevê o desaparecimento do Sol em 2057 e o fim de toda uma humanindade. A última esperança é uma nave especial que tem uma bomba atômica e poderá revitalizar o Sol. Alguém quer embarcar? Eu não recomendo!
(*) Rodrigo Capella é escritor, poeta, jornalista e palestrante. Autor de vários livros, entre eles “Transroca, o navio proibido”, que está sendo adaptado para o cinema pelo diretor Ricardo Zimmer. Mais informações: www.rodrigocapella.com.br
domingo, 1 de março de 2009
Portal Terra sorteia Rir ou Chorar
O Portal Terra está sorteando 10 exemplares do meu livro "Rir ou Chorar", que desvenda os bastidores do cinema brasileiro. Para concorrer, clique aqui e acesse o Clube Terra.
Leia uma história do livro:
No filme O Cangaceiro, o ator Paulo Gorgulho se desentendeu com o diretor Anibal Massaini Neto. O motivo: o sol estava quente, as roupas que o elenco usava era pesada e o desgaste da equipe estava grande. Um produtor do filme foi conversar com o Paulo e lembrou o que havia acontecido com Willian Hurt e Hector Babenco nas filmagens de O beijo da mulher aranha: Babenco e Hurt haviam se desentendido, mas voltaram atrás e filmaram. Resultado: Hurt ganhou o Oscar de melhor ator pelo filme. Ao ouvir essa história, Paulo voltou atrás e filmou.
domingo, 25 de janeiro de 2009
Como publicar um livro?
Amigos, no meu site tem algumas dicas de como se publicar um livro. Confiram: http://www.rodrigocapella.com.br/dicas.html Abs, Rodrigo Capella. Escritor e Poeta.
segunda-feira, 19 de janeiro de 2009
Dicas para escrever um livro
Por Rodrigo Capella*
Durante todos esses anos, a humanidade vem cultivando a idéia de que o homem precisa plantar uma árvore, ter um filho e escrever um livro. A árvore você já deve ter plantado na escola, durante o primário, quando as “tias” (leia-se professoras) levavam os alunos ao jardim e lá davam as orientações de como colocar a semente na terra. O filho deve estar agora ao seu lado, jogando vídeo game ou brincando com o cachorro, que provavelmente se chama Rex ou Bob. Mas e o livro?
Antes de pegar o lápis e uma folha de papel, determine o público que você pretende atingir. Ele é normalmente dividido, pelas editoras, em infantil, juvenil e adulto. Reflita e não tenha pressa para fazer a escolha adequada. Uma decisão mal tomada no início do processo pode compromoter todo o resto do trabalho.
Os grandes autores de nossa literatura sempre tiveram a preocupação de direcionar as suas obras. Monteiro Lobato, por exemplo, escreveu vários textos para crianças. Já Pedro Bandeira soube, como ninguém, atingir os adolescentes ao criar os Karas, grupo de jovens que investigam mistérios e estão presentes em vários livros do autor.
Depois de definir o público, a próxima etapa é encontrar uma idéia diferente, algo que ainda não exista em nossa literatura. Pode ser um personagem ousado, como fez Machado de Assis ao nos apresentar um narrador-morto em Memórias Póstumas de Brás Cubas; um tema surpreendente, seguindo o exemplo de Marcelo Rubens Paiva ao narrar o próprio acidente em Feliz Ano Velho; ou ainda uma linguagem diferenciada, tal como eu fiz em Como mimar seu cão, um dos primeiros livros a tratar o assunto canino por uma ótica humorística e fantástica.
Como ter uma boa idéia? Olhe ao seu redor, observe os pássaros e perca alguns minutos estudando o jardim. Ela pode estar mais próxima do que você imagina. Que tal escrever sobre o Dia Mundial do Livro, comemorado em 23 de abril? Essa pode ser uma grande idéia.
Num próximo passo, você precisa definir o gênero do livro. Pode ser romance, conto, crônica, poesia e biografia, entre outros. O romance é constituído, normalmente, por um texto longo, dividido em capítulos. O principal representante brasileiro é o já citado Machado de Assis, que nos presenteou com ótimas obras, como Dom Casmurro e Quincas Borba.
Já a crônica e a poesia são compostas por textos curtos. A primeira, muito bem explorada por Carlos Heitor Cony, analisa o cotidiano. A Segunda, imortalizada nas mãos de Drumond de Andrade, procura demonstrar sentimentos, normalmente, através de rimas. Mostrando-se, então, muito diferente da biografia, que narra acontecimentos e feitos de uma pessoa. Ruy Castro, com sua linguagem particular, consegue facilmente encantar os leitores interessados em personagens a la Carmem Miranda.
Após definirmos o gênero, público e idéia, chegou a hora de estabelecermos uma linguagem adequada para ser utilizada na obra. Isso é fundamental para uma boa leitura do livro e também para garantir um volume de vendas considerável. O Código Da Vinci, por exemplo, só fez sucesso porque apresentou um texto apropriado para o público alvo.
Antes de elaborar uma linguagem, pense no leitor e questione se ele vai entender o que está escrito. Crianças gostam de palavras fáceis e textos curtos, adolescentes têm necessidades de conhecer textos provocadores e com palavras novas, e adultos, na maioria da vezes, preferem textos mais rebuscados.
Pronto! Agora você está preparado para escrever as primeiras linhas. Consulte sempre um dicionário, formule frases explicativas para guiar o leitor e não esqueça de descrever bem os personagens, destacando as características marcantes, como uma cicatriz ou um cabelo azul.
Quando terminar a obra, leia e releia o texto, sem pressa. Veja se o conteúdo dele interessa ao leitor, questione mais uma vez se o público vai entender o que está escrito. Se a resposta for negativa, tranque o material numa gaveta e comece do zero. É melhor errar agora do que receber várias negativas e a obra não ser publicada.
(*) Rodrigo Capella é escritor, poeta e jornalista. Autor de vários livros, entre eles “Enigmas e Passaportes”, “Transroca, o navio proibido” e “Como mimar seu cão”. Dúvidas e sugestões: contato@rodrigocapella.com.br / www.rodrigocapella.com.br
domingo, 14 de dezembro de 2008
Visitas Internacionais
O escritor e poeta Rodrigo Capella recebe cada vez mais visitas internacionais em seu site (http://www.rodrigocapella.com.br/), principalmente de países como França, Portugal, Estados Unidos, Inglaterra e Alemanha. Até o momento, já foram 42.000 page-views internacionais em 2008, um aumento de 75% em relação ao ano passado. Capella é autor de vários livros, entre eles de “Transroca, o navio proibido”, que está sendo adaptado para o cinema pelo diretor Ricardo Zimmer.
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